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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CARTA QUE,TENHO CERTEZA,MÁRCIA ESCREVERIA PARA MIM


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele ! "
Vinícius de Moraes

CARTA PARA MINHA AMIGA MÁRCIA ABRUZZINI



                             

                            " TÁ  COM  SEDE ??? "

                   Os amigos criam senhas,códigos,sinais,formas diversas de se partilhar a amizade e de se comunicarem através de olhares,palavras,frases...Com a gente não poderia ser diferente,até porque,mesmo com todas as separações impostas pela vida,nós caminhamos, no antes, um chão muito extenso,uma estrada muito comprida juntas...
                    Eu tinha 12 anos quando Elissa me colocou o apelido de “ Jô “.Depois disso, muitos anos se passaram e,mesmo a vida nos direcionando para caminhos opostos,a “sensação” da amizade verdadeira e da saudade do tudo compartido,sempre permaneceu.Muitas histórias engraçadas:a Escola Normal,os estudos, para as provas,as freiras,os primeiros cigarros escondidos, fumados juntas,as boas gargalhadas,os primeiros namorados,o primeiro amor,os cinemas,os bailes,os carnavais...
                     As irmãs Elissa e Márcia Abruzzini compuseram, comigo, um cenário adolescente importante e feliz,no qual alguns sentimentos e palavras não faziam parte,principalmente a tristeza e a morte.Éramos jovens,felizes e “imorríveis” demais para isso.Os sonhos nos embalavam e isso nos bastava.A adolescência tem dessas coisas,graças a Deus,porque nos salva do imponderável.
                      Márcia, mais calada,mais calma,mais ponderada;Elissa extrovertida,agitada,impulsiva:água e vinho..Eu,uns três anos mais nova,corpo de criança, mas, cabeça ávida,observava e aprendia,roubava com, os olhos, um pouco de cada uma delas e daquela irmandade feminina por mim desconhecida, já que nunca tive uma irmã.Assim, cultivava, com carinho e responsabilidade, uma amizade que preenchia esse vazio de uma irmã de verdade dentro do meu coração.E ganhava,através dessas amizades, não só uma,mas duas irmãs de uma só vez.
                      Depois desses momentos importantes de convivência,a vida nos levou para outras estradas.Muito tempo depois, nos reencontramos e a reaproximação reacendeu a chama dessa amizade/ criança que havia permanecido lá atrás,no passado e no coração de cada uma de nós três.
                      Com Márcia,talvez por maior disponibilidade de tempo ou situação de vida atual, a reaproximação se tornou mais presente e,há quase dez anos,vimos mantendo um contato quase semanal, concretizado em boas saídas,cervejas e vinhos,músicas,papos sérios ou mais leves, histórias profissionais,pessoais,afetivas,celebrações de nossos aniversários,festas de Ano Novo,confidências,divisão de bons e maus momentos,compartilhamento do ato de viver,enfim.
                       E era para viver tudo isso que,inúmeras vezes,rindo muito,nos telefonávamos para indagar o que já sabíamos a resposta: “TÁ COM SEDE???” Era a nossa senha,nosso código quase secreto, para combinarmos alguma saída naquele dia ou uma reunião em casa mesmo, onde a presença de “uma gelada”  para matar “as sedes”,era líquida e certa.Não precisávamos de motivos para esta sede e,consequentemente, combinarmos um papo bom “molhando as palavras”.O principal era estarmos vivas,com vontade de nos vermos,com vontade de “balangar beiços”,”jogar conversas fora”,curtir nossos rodopios de mulheres adultas,livres,independentes e “com sede”,com certeza...
                            No início de março de 2011,tivemos um desses encontros aqui em casa:Lícia,Márcia e eu.Sem imaginarmos que sería o último,combinamos o carnaval,o aniversário de Márcia dia 9 e uma pequena fugida até Conservatória.Tudo isso não aconteceu.Alguns dias depois, a vida lhe pregava uma peça e,a partir daí, nunca mais usaríamos nossa secreta senha: “TÁ COM SEDE??” Nossa” querida irmã e amiga adoecia e iniciava seu sério tratamento.
                              Hoje,já estamos indo p’ra duas semanas que “perdemos” a Márcia.Foi beber sua sede em outros infinitos e nos deixou,a todos que a amamos muito,com a boca seca e os olhos molhados.Partiu como outros, também grandes amigos, partiram antes de nós e, como todos nós partiremos um dia:cada um no seu momento.Mas Márcia nos deixou um buraco negro,um vazio no coração,ao mesmo tempo preenchido pelas boas lembranças que temos dela.Afirmo,sem medo de cair no lugar comum,e não é porque ela morreu:nossa amiga Márcia era, claro que, também com seus defeitos, como todos os têm, uma pessoa especial.Com ela trocamos muito mas,sobretudo,aprendemos muito.Justa,buscando sempre o equilíbrio,inteligente,culta,sensível ao outro,despojada de preconceitos,amiga.
                                Hoje, que,cada vez mais, nossa “sede” aperta e vai apertar para sempre (eu sei),escrevo para acarinhar, de longe (ou será de perto?),a “nossa” Márcia e,ao mesmo tempo,para lhe pedir perdão pelas vezes que não tive coragem de vê-la,pelas vezes que me senti impotente e perdida,sem saber direito como dividir com ela essas outras “sedes” pelas quais passou.
                                  E,hoje minha amiga,para consolo,tento pensar que você se transformou em “mil ventos que sopram” Hoje,tento pensar que é você “uma terna noite de luar” calma,plena,vasta como seu coração. No entanto,assim mesmo,”dá-me tristeza narrar essas lembranças”.A constatação do “nunca mais” é e sempre será para todos,difícil de suportar.
                                    Sua ausência fecha um ciclo, mas deixa impressa na nossa pele,a tatuagem de seu sorriso infantil e, nos nossos ouvidos,o eco de sua voz mansa ao telefone nos fazendo a perguntinha sempre boa de ouvir e responder:”TÁ COM SEDE??”

                                                Valença,05 de dezembro de 2011-12-05
            
                       Para nossa querida irmã/amiga Márcia Abruzzini de Sá com carinho,respeito,admiração e saudades.
                                                Jocely Aparecida Macedo da Rocha – Jô -


                               

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"SÓ ME TEM QUEM ME MERECE"

“SÓ ME TEM QUEM ME MERECE...COISAS DA VIDA” A década de 70 foi um momento de grande fertilidade musical para Rosinha de Valença.Além de inúmeros arranjos para músicas de outros artistas,nossa Rosa inicia uma série de composições suas,sendo que, a grande maioria delas, resultado de uma vivência anterior importante em nossa Valença. A saudade e o amor por sua cidade,muitas vezes, levaram Rosinha às cordas de seu violão ou ao piano de Caetano Veloso,(por um tempo guardado por ela, em sua casa, a pedido do cantor/compositor),onde, durante horas, “inventava” lindas canções e, não menos, lindos arranjos. Desses momentos de “banzo”, nostalgia e arte,nasceram canções como: “Usina de Prata”,”Os Grilos São Astros” e tantas outras, como “Madrinha Lua” que, felizmente, estão, cada dia mais, “na boca do povo”,sobretudo, dos valencianos. Agora mesmo,no final do mês de julho e início do mês de agosto,uma emissora de TV importante inseriu a “Madrinha Lua”,uma das belíssimas composições da violonista, em um especial baseado na obra de Giovanni Bocaccio,“Decameron” ou “Decamerão”, na versão aportuguesada.E foi voz geral de satisfação entre os valencianos, “ligados” nas boas coisas de sua terra,quando descobriram que a canção da compositora faria parte da trilha musical. Como é bom para nós, principalmente, fãs e amigos de Rosinha, vê-la “voltando” para o Brasil e para Valença!! É assim mesmo:vai-se o artista,fica sua obra. No dia 25 de julho,data próxima ao dia de seu nascimento,Rosinha,de fato, foi trazida de volta à nossa Valença.Através do evento “Benzedeiras Guardiãs”,a Secretaria de Cultura e Turismo realizou uma justa homenagem à Rosa e às “benzedeiras” (homens e mulheres de nossa região),através da música que ela compôs em 1992,com Martinho da Vila,música esta que levou o prêmio Sharp da Música Popular Brasileira.Na ocasião, Martinho recebeu também em nome dela,já acamada, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro,o troféu a que fez jus. Em 1982,quando foi homenageada em sua terra, com a inauguração do Teatro que leva seu nome,Rosinha formou um grupo de cantores e amigos valencianos para interpretar o Hino de Nossa Senhora da Glória,lindamente arranjado por ela, em seu escritório de composições. Através de uma releitura da composição de Luiz Seabra e Arnaldo Nunes, ,ela inventou uma forma diferente de homenagear sob esses cerros,vales e montes,a “nossa” Nossa Senhora.O Hino,que até então havia sido cantado e recantado apenas de forma sacra pelos católicos,através da atitude corajosa e da batuta do Maestro da Banda Progresso, Antonio Rocha,ganhou os ouvidos do povo.E foi assim, que,este ano, no dia 15 de agosto,na apresentação da Banda e do Coral XV de Agosto, após a Missa da Festa,o vigor da juventude dos meninos e meninas da Banda e as vozes maduras do Coral,trouxeram à luz a beleza do arranjo que Rosinha nos deixou. De verdade,agora,realmente,”Rosinha voltou para Valença”, disse a professora Regina Magalhães, entusiasmada com o que ouviu na Catedral. De verdade,realmente,”Só me tem quem me merece”,diria Rosinha, em mais uma de suas belas composições, de nome “Coisas da Vida”. De verdade,realmente,digo eu,é preciso que Valença esteja mais presente e atenta a seus artistas,para que os mereça. “Se alguém disser que o samba acabou,diga que se enganou,diga que se enganou”. “Se alguém disser que a Rosa murchou,diga que se enganou,diga que se enganou...”Ao contrário,ela, mais do que nunca, renascerá, sempre, em nossos jardins,de forma mais vigorosa, perfumada,bonita e sonora do que antes foi.Só depende de nós,de todos nós! Jocely Aparecida Macedo da Rocha- Jô -

SAUDADES DE PARAPEÚNA

VALENCIANOS ILUSTRES

VALENCIANOS ILUSTRES Dulcina de Moraes: uma das maiores atrizes do teatro brasileiro e fundadora da Fundação Brasileira de Teatro. Clementina de Jesus: cantora e um dos grandes nomes do samba. Sérgio Chapelin: um dos mais importantes jornalistas da Rede Globo. Edney Silvestre: jornalista e escritor brasileiro conhecido por ser correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. Rosinha de Valença: uma importante violonista e compositora da MPB. Solange Paiva Vieira: economista brasileira e ex-diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Michael Jackson: (Mariléia dos Santos), ex-jogadora da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Agnelo França: compositor, pianista, regente e professor de Villa-Lobos, Radamés Gnattali e outros dos mais importantes músicos brasileiros de todos os tempos. Zair Cançado: radialista brasileiro que ajudou na fundação da Rádio Nacional de Brasília e da TV Nacional e membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Imprensa Benevenuto dos Santos Neto: prefeito do município de Volta Redonda nos anos de 1982 e 1986. Elmano Cardim: jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras(ABL). Álvaro Rocha: interventor do Rio de Janeiro no ano de 1947. Azevedo Pimentel: importante jornalista e higienista brasileiro. Raul Fernandes: governador do Rio de Janeiro nos anos de 1922 e 1923 e Ministro das Relações Exteriores dos governos Dutra e Café Filho. Leoni Iório: historiador, poeta, jornalista, farmacêutico e professor. Autor do livro "Valença de Ontem e de Hoje" - 1953 Geraldo Jannuzzi :criou o primeiro programa de alfabetização a distância pela rádio AM no Brasil . Elisa Marina do Nascimento Machado – 1952 -1995 Socióloga,técnica em Educação à Distância,implantou inúmeros projetos de sua autoria no extinto MOBRAL onde foi Coordenadora Nacional,poetisa, compositora,parceira de Rosinha de Valença,autora do livro “Continuidade”. Antonio Rocha – 1981 - Flautista,Professor de Música no Rio de Janeiro na “Escola Portátil de Música”,ex-integrante da “Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem”,Maestro da “Sociedade Musical Progresso de Valença”,Compositor e o mais novo integrante do Grupo de Choro Brasileiro “ÉPOCA DE OURO” fundado por Jacob do Bandolim na década de 60,com o qual já representou Valença em vários Estados Brasileiros e em Tóquio,no Japão.

LIVRE JOGO

Quando eu escrevo não escolho as palavras.Cada palavra me escolhe e me diz:escreve-me,ajude-me a me expressar,a dizer alguma coisa com o meu sentido,ajude-me a ser poética,mordaz,fel e mel...ajude-me a me dizer e a me desdizer... Assim,torno-me apenas um receptáculo de ditos,não ditos e desditos...Permito-me inteira o subjugo das palavras que fazem comigo o que querem e o que não querem... Um jogo de interessantes interesses este que faz a palavra.E eu escrevo torto com a minha mão direita,escrevo o que está me sendo imposto pela,muitas vezes, interesseira palavra... Adeus palavra... Adeus impostora... Quero-me de volta nesse jogo da livre expressão
“TEMPLÁRIOS OU AGNÓSTICOS...... SÓ A MÚSICA NOS SALVA...” “Reencontrar, importa”, repetia um de nossos amigos.... A noite já corria alta, quando nos reencontramos.Na verdade, já estávamos assim meio que “p’ra lá de Marrakech” (da música de Caetano),o que tornou, a sempre genuína e forte emoção do encontro,bem mais sensível a todos os toques e palavras. Apesar de inacreditável,foi uma noite sem violão.Simplesmente, “a porta do barraco era sem trinco” e as questões “furando nosso zinco”,salpicaram de questões o nosso “chão”...E tudo fluiu,meio assim,de um jeito metafísico.Dessas noites especiais em que o Universo conspira. Noites de “quem sou eu”,noites de “templários” e “agnósticos”,noites das espiritualidades e concretudes da vida. Que coisa boa é a noite!!!E eu que estou menos p’ra templária e mais p’ra agnóstica,muitas vezes, sou confundida por essas conspirações do Universo, que transformam noites em noites especiais.As transcendências e as concretudes que,às vezes, surgem, juntas, em uma só noitada,surpreendem,assustam e ensinam.Eu que,até hoje,não deixei de viver nada nessa vida por temor do dia seguinte,sei que viver “templários e agnósticos”, em uma só madrugada de quinta-feira,bagunça com todos os nossos arraigados conceitos e pré-conceitos.Sei que corro riscos e isso é muito bom – pago o preço. Na verdade,a História,a Antropologia,a Ciência e a Religião e seus antagonismos e incongruências,sempre terminam nos devolvendo, a nós mesmos,ao humano que somos e à pequenes desse humano que somos.E isso resulta.Por isso,realmente, “reencontrar, importa”!Mas,aí vem a música e nos salva,nos lança a corda,a bóia,nos tira do abismo,nos alivia do peso implacável do imponderável,do fim e da morte que, “aparentemente”, traz o fim... Por tudo isso um final de noite tem que ter música - trégua para as angústias existenciais,conforto para os que não se encaixam, necessariamente, nas discussões metafísicas, mas que correm o perigo das “esquinas”,da convivência diária com a vida e com a morte.E,por tudo isso,talvez,a inacreditável noite sem violão (coisa rara entre nós),tenha cedido espaços às canções “à capela”,dando um tempo para as questões que “furaram nosso zinco” e atingiram, em cheio, nossos corações notívagos e etílicos. Penso nesta noite de dezesseis de maio de dois mil e um,há exatamente dez anos atrás,e sei,que,afinal das contas,enquanto muitos dormem,alguns sempre precisarão ficar acordados e com olhos abertos pela música,sejam templários,agnósticos ou simplesmente notívagos,para que se possa manter o “equilíbrio” do Planeta, contemplando as horas,reencontrando amigos,perseguindo a felicidade...E estes somos nós,filhos da música e da noite,companheiros eternos da madrugada,nós,que, de alguma forma ou de outra,também nascemos como Raul Seixas,”há dez mil anos atrás”...

MAIAKOVSKY

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. - Maiakovski, poeta Russo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GRUPO DE SAMBA DE RAIZ " PELO TELEPHONE "

O Grupo de Samba de Raiz de Valença/RJ "PELO TELEPHONE",foi criado no ano de 2009.É uma homenagem ao primeiro samba gravado no Brasil em 1916,de autoria de Donga e Mauro de Almeida.
É formado pelos seguintes músicos:

- Bebeto Cavaquinho (vocais e cavaquinho)

- Paulinho Lima (violão e voz)

- Maguila (surdo marcação)

- Raul Brinquinho (voz e percussão - pandeiro e tamborica)

- Jô (voz,banjo e percussão - tamborim,agogô e tamborica)

- Maestro Antonio Rocha (flauta)

A filosofia do Grupo é executar Sambas de Raiz homenageando os grandes compositores do gênero que são citados a cada música, durante todas as apresentações do Grupo.















APRESENTAÇÕES DO GRUPO:

- CARNAVAIS DE 2009,2010 e 2011

- RESTAURANTE BAT E PAPO (3 apresentações)
- PESQUEIRO DO VITINHO (2 apresentações)
- AABB/VALENÇA
- RESTAURANTE TENDA DOS SABORES

HISTÓRIA DO PRIMEIRO SAMBA GRAVADO NO BRASIL: "PELO TELEPHONE"

A música 'Pelo Telefone' entra para o RankBrasil pelo recorde de Primeiro samba gravado no país, segundo registros da Biblioteca Nacional.

A canção foi criada no Rio de Janeiro - RJ, no ano de 1916, pela dupla Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga e Mauro de Almeida.

'Pelo Telefone' marcou a saída do maxixe para o samba e o início das canções carnavalescas. A partir da popularização do festejo, o samba começou a se fixar como gênero musical.

A composição não ganhou notoriedade apenas por ser o primeiro samba do país. Pelas controvérsias sobre esta afirmação, tornou-se também uma das composições mais polêmicas do Brasil.

Praticamente tudo o que é relacionado ao samba é motivo de discussão: a autoria, ser o primeiro samba gravado, a letra. Tudo isto contribuiu para adicionar um certo charme à canção.

A estrutura da música é simples e fora de ordem. A introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, parecendo que a composição foi feita em partes, juntando melodias escolhidas ao acaso ou retiradas de cantos folclóricos.

A canção surgiu em uma roda de samba, da famosa Casa da Tia Ciata, frequentada por muitos músicos da época, entre eles, Donga, Mauro Almeida, João Baiana, Caninha, Sinhô e Pixinguinha. Por este motivo, muitos re

ivindicaram a autoria da composição.

Sua gravação original foi uma versão instrumental na Odeon, Casa Edison, no ano de 1916, pela Banda Odeon. Depois recebeu uma versão de baiano e coro, pela mesma gravadora.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ROSINHA DE VALENÇA - 70 ANOS


 Em 30 de julho de 2011,Rosinha  completaria 70 anos,se ainda estivesse entre nós.
                          O texto que se segue,do jornalista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), foi escrito em 14 de novembro de 1964.Sérgio Porto narra o momento exato,em 1963, em que batizou " MARIA ROSA CANELLAS" como "ROSINHA DE VALENÇA", criando a famosa frase:"ELA TOCA POR UMA CIDADE INTEIRA".

 TEXTO  DE  STANISLAW  PONTE   PRETA:
                                                        (Jornal  Última  Hora/Revista  14/11/1964)

                                Eu estava em casa,ouvindo meu Chopinzinho,quando um amigo telefonou,explicando que chegara uma mocinha de Marques de Valença,no Estado do Rio.Vinha recomendada a ele e-diziam-sabia tocar violão muito bem.
-         E daí? – perguntei.
-         Daí eu queria que você fosse com ela no “Au Bom Gourmet” e pedisse que ela tocasse um pouquinho.
O pedido era razoável em relação ao local.O “Au Bom Gourmet”,na época,era o “night club” onde se apresentavam os “cobras” do samba moderno.Se Rosinha fosse aprovada pela platéia e pelos artistas da casa,é porque era boa boa mesmo.
-         Escuta velhinho – eu fui dizendo – Mas se a menina for só de arranhar viola,com que cara eu fico?
-         Não – esclareceu o amigo: - O Menescal já ouviu ela tocando um pouquinho e achou que é excelente.
                                Bem,se o Menescal ouviu um pouquinho e gostou bastante,talvez a moça fosse mesmo boa  de violão.
                                 Naquela noite fui apresentado à moça magrinha e tímida e rumei com ela para “Au Bom Gourmet”.Quando a sala já estava cheia de gente,pedi ao Flávio Ramos que anunciasse a moça.O Flávio era o dono da casa e adorava essas fofocas.Rosinha foi anunciada,subiu no tablado,sentou no banquinho e começou a mandar brasa.Primeiro uma brasinha modesta que depois foi aumentando,pegou fogo e incendiou o ambiente.
                                    O público sofisticado da boate começou a calar a boca,diante daquela mocinha franzina que tocava violão como um homem.Muito antes de Rosinha impor o respeito dos circunstantes,eu já sabia que estava diante de uma instrumentista admirável.E mesmo que eu não tivesse percebido isso,Baden Powell me dera a pala.No segundo número de Rosinha ele já estava de boca aberta e sorriso encantado.Apertou o meu braço e disse com a maior sinceridade:
-         Mas essa aí sou eu!
Mas,naquela noite,a mocinha que tinha vindo de Valença,ainda não era importante.Dera apenas o primeiro passo.
No momento em que seu disco se esgota nas lojas com impressionante rapidez,eu me recordo da hora em que lhe perguntei como aprendera a tocar tão bem.Ela respondeu que aprendera ouvindo vilonistas famosos,pelo rádio,lá em Valença.
Depois,minutos depois,ela era contratada por Flávio Ramos para se apresentar profissionalmente no “Au Bon Gourmet” e então me perguntou qual o nome artístico que devia adotar:
-         Rosinha de Valença – respondi.E antes que ela perguntasse por que,fui logo explicando que era porque ela tocava por uma cidade inteira.   

SHOW NO TEATRO SCALA - 1967

GALERA DA SAUDADE NA FESTA DE N. SRA. DA GLÓRIA - 2011

HOMENAGEM AO QUERIDO FARANI

FOTO NA CATEDRAL

ENCONTROS COM UM PASSADO BONITO

HERANÇA DE FAMÍLIA

Meu sobrinho Maestro Antonio Rocha e meu irmão Bebeto do Cavaco no nosso Conjunto de Samba de Raiz "PELO TELEPHONE"

Eu

GRUPO DE SAMBA DE RAIZ " PELO TELEPHONE "

Maestro Antonio Rocha,Bebeto,Raul Brinquinho,Paulinho Lima, Jô e Maguila - formam o Grupo de Samba de Raiz Valenciano: "GRUPO PELO TELEPHONE".
FOTO:CARNAVAL 2011- JARDIM DE CIMA
"PELO TELEPHONE" foi o primeiro samba gravado no Brasil no ano de 1916,de autoria de Donga e Mauro de Almeida.


 

SHOW NO RESTAURANTE ARARA - JULHO DE 2011

BEBETO,MAESTRO ANTONIO ROCHA E JÔ

BEBETO,MAESTRO ANTONIO ROCHA E PAULINHO LIMA

CARTA AOS VALENCIANOS


 CARTA AOS VALENCIANOS:

                               QUERO EXPRESSAR, AQUI,MEUS PROTESTOS EM RELAÇÃO À ORGANIZAÇÃO DA FESTA DE N.SRA DA GLÓRIA DE 2011.
                               DESRESPEITANDO UMA TRADIÇÃO DE 175 ANOS,ESTE ANO,A "PARÓQUIA" DA IGREJA DE N.SRA DA GLÓRIA,DECIDIU,ARBITRARIAMENTE,QUE AS BARRAQUINHAS SÓ PODERÃO FUNCIONAR A PARTIR DO DIA 9 DE AGOSTO,OU SEJA,POR APENAS SETE  DOS 11 DIAS DA FESTA.
                               PERDEM OS BARRAQUEIROS E PERDEMOS NÓS,OS VALENCIANOS, QUE,COMO EU,ESPERAM, ANSIOSOS, PELA "NOSSA" FESTA DA GLÓRIA,OCASIÃO EM QUE  É PERFEITAMENTE POSSÍVEL A UNIÃO DA ORAÇÃO COM O DIVERTIMENTO:"A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, A DEUS O QUE É DE DEUS".
                               ESTE ANO,COMO O DIA 5 DE AGOSTO CAI NA SEXTA-FEIRA,SERIA LÓGICO QUE A  POPULAÇÃO VALENCIANA PUDESSE CONTAR COM OS DOIS FINS DE SEMANA PARA USUFRUIR, COM SEUS AMIGOS E FAMILIARES,DOS FESTEJOS EM SUA CIDADE,SEM CONTAR A IMPORTÂNCIA  PARA O SETOR TURÍSTICO DO MUNICÍPIO, CUJOS EVENTOS CULTURAIS ATRAEM OS VISITANTES E,CONSEQUENTEMENTE,O INVESTIMENTO FINANCEIRO NA ECONOMIA DE NOSSA CIDADE.
                               LAMENTO,SINCERAMENTE,COMO VALENCIANA QUE SOU,CONSTATAR QUE,MAIS UMA MANIFESTAÇÃO CULTURAL DE NOSSA CIDADE PERDE SEU TEOR DEMOCRÁTICO.NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUE AS FESTAS POPULARES E RELIGIOSAS EXPRIMEM CULTURA E TRADIÇÂO DOS POVOS, TANTO PELAS CERIMÔNIAS FESTIVAS, QUANTO PELOS RITUAIS RELIGIOSOS.SÃO CELEBRAÇÕES QUE REAFIRMAM LAÇOS SOCIAIS E RAÍZES, QUE APROXIMAM OS HOMENS E MOVIMENTAM E RESGATAM LEMBRANÇAS E EMOÇÕES.
                                REGISTRO AQUI,AINDA,QUE FOI, TOMADA POR LEMBRANÇAS E EMOÇÕES, QUE NO ANO DE 2007,ESCREVI O ARTIGO QUE ENCAMINHO EM ANEXO A ESTE EMAIL.TALVEZ PARA ILUSTRAR A IMPORTÂNCIA DA "FESTA DA GLÓRIA" EM MINHA VIDA,RESOLVI ENVIÁ-LO JUNTO A ESTE TEXTO,COMO REFORÇO AOS MEUS PROTESTOS.
                                APESAR DOS PESARES,NÃO DEIXAREI DE ESTAR LÁ.PRIMEIRO, PELA "ESTRELA DA FESTA",A "NOSSA" SEM IDADE,SENHORA DA GLÓRIA E, SEGUNDO,PELO AMOR ENORME QUE TENHO A ESSA MANIFESTAÇÃO CULTURAL DE 175 ANOS DA MINHA TERRA, QUE FOI, SEMPRE, TÃO RESPEITADA PELO NOSSO SAUDOSO PADRE MEDORO.
                                E VIVA  NOSSA SENHORA DA GLÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                                                                                     Jocely - Jô.
175 ANOS DE FESTA DE N.SRA DA GLÓRIA

VALENÇA, 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SHOW DE GÊNIOS

COM MUITO ORGULHO ESTOU POSTANDO ESTE VÍDEO DE SHOW RECENTE DE ALTAMIRO CARRILHO ( O MAIOR FLAUTISTA DESSE PAÍS ),EM TAUBATÉ/SP,COM A PARTICIPAÇÃO DE MEU QUERIDO SOBRINHO ANTONIO ROCHA (TAMBÉM EXCELENTE FLAUTISTA),APLAUDIDO PELA HUMILDADE DO GRANDE MESTRE...VIVA O MÚSICO INSTRUMENTAL BRASILEIRO!!!VIVA ALTAMIRO CARRILHO E ANTONIO ROCHA - DOIS GÊNIOS!!!!!!

terça-feira, 3 de maio de 2011

CURRICULUM

"GRUPO PELO TELEFONE"

“ CURRICULUM “

Jocely Aparecida Macedo da Rocha – Jô – é natural de Valença.
É oriunda de uma família de músicos:tio avô,tios,mãe,primos,irmão e sobrinhos.

Começou a estudar violão aos 13 anos com o Professor Humberto Senra,violonista e compositor valenciano.

Fez o curso primário no Colégio Estadual José Fonseca e Curso Ginasial e Magistério na Escola Normal Sagrado Coração de Jesus.

Cursou a Faculdade de Ciências Sociais em Valença.

Começou a vida profissional aos 18 anos, como professora,na zona rural de Vassouras,Barra do Pirai e Valença.
Lecionou para primeiro e segundo grau durante 10 anos, sendo os dois últimos anos como professora de música nos Colégios José Fonseca e Benjamim Guimarães.

Participou como compositora e intérprete, de vários Festivais da Canção em Valença,Conservatória e arredores,sempre bem classificada.

Em 1976 foi para o Rio de Janeiro onde cursou “Teoria Musical” no “Conservatório Brasileiro de Música”,violão com Rosinha de Valença  e extensão em Ciências Sociais/Metodologia e Técnica de Pesquisa na “Pontifícia Universidade Católica”- PUC/RJ.

Em Valença e no Rio de Janeiro ministrou aulas de violão para principiantes e  trabalhou como Socióloga na Diretoria Nacional e Estadual da   “ – LBA – “Legião Brasileira de Assistência”,órgão federal do Ministério da Previdência,onde se aposentou em 1995 aos 45 anos.

Na LBA desenvolveu diversos trabalhos na área social, inclusive integrando uma equipe interdisciplinar de Treinamentos para Supervisores de Creches, em todos os  Estados Brasileiros.
Ainda na LBA, foi Coordenadora da “Creche de Filhos de Servidores” do Órgão e  desempenhou a função de “Gerente Regional” do Vale do Paraíba,quando coordenou todo o trabalho social de oito municípios,incluindo Valença.

Jô é cantora, compositora, parceira de Rosinha de Valença,cronista e poetisa.

Realizou vários shows de MPB no Rio de Janeiro na Barra da Tijuca,Botafogo,Lapa e Ipanema.

Durante quatro anos (de 2006 a 2010) escreveu e apresentou na Rádio Cultura AM de Valença o Programa semanal “Bate Papo Na Cultura”.

Atualmente tem uma coluna no Informativo da “Casa de Cultura Lea Pentagna” e desenvolve um Projeto/Livro de Biografia de Rosinha de Valença.

 Em 2009 foi “Coordenadora de Artes” na Secretaria de Cultura de Valença responsável pelo “PROJETO BENZEDEIRAS GUARDIÃS” – homenagem à amiga Rosinha de Valença.

Desde 2009 integra o Conjunto de Samba de Raiz “PELO TELEFONE” onde canta e toca tamborim e banjo.


(FOTO COM ROSINHA DE VALENÇA EM 1982 - SHOW DE INAUGURAÇÃO DO "TEATRO ROSINHA DE VALENÇA")


                          

domingo, 17 de abril de 2011

POESIA DE ELISA MARINA/PINTURA DE PAULO GOMES


RESSACAS E REFLEXÕES


Quando eu escrevo não escolho as palavras.Cada palavra me escolhe e me diz:escreve-me,ajude-me a me expressar,a dizer alguma coisa com o meu sentido,ajude-me a ser poética,mordaz,fel e mel...ajude-me a me dizer e a me desdizer...
Assim,torno-me apenas um receptáculo de ditos,não ditos e desditos...Permito-me inteira o subjugo das palavras que fazem comigo o que querem e o que não querem...
Um jogo de interessantes interesses este que faz a palavra.E eu escrevo torto com a minha mão direita,escrevo o que está me sendo imposto pela,muitas vezes, interesseira palavra...
Adeus palavra...
Adeus impostora...
Quero-me de volta nesse jogo da livre expressão.

"O CELEIRO DAS ROCHAS"


"O CELEIRO DAS ROCHAS"


PROFESSORA MARIA GOMES - UMA AMIGA

TEXTO ESCRITO POR OCASIÃO DE SEU FALECIMENTO: 16/10/2006


                       Neste momento em que nós,valencianos,comemoramos os 150 anos de nossa cidade e,às vésperas da comemoração do dia dedicado aos mestres,volto meu olhar ao passado e às pessoas que,hoje,idosas ou já ausentes,participaram efetivamente do crescimento deste município.Entre elas está a professora MARIA GOMES RIBEIRO – mestra de tantos nós.E é à ela que faço,nesta edição,minha justa homenagem, reeditando um texto repleto de amor que escrevi há exatamente dez anos,no Rio de Janeiro,em 16 de outubro de 2006,dias após o seu prematuro falecimento.
                      À  bênção MARIA GOMES,guerreira armada com as armas da fé na educação de nossa juventude,inclusive aquela da qual fiz parte um dia.

                                      “ `A  MESTRA  COM CARINHO “

                             Nós costumávamos nos sentar nos bares,onde mal cabiam os desejos ocultos de cada um de nós.
                             Nós costumávamos nos entregar à noite,e à ela entregávamos os desejos escondidos de cada um de nós,amantes da madrugada...
                             Nos costumávamos ganhar as ruas,as praças,o céu e o “ilimite” de sermos jovens,quando,debaixo dos caracóis de nossos cabelos,já existiam cabeças pensantes e ávidas por novas mensagens.
                             Nós costumávamos estar abertos,receptivos,alegres,etílicos,mas envoltos numa seriedade difícil de entender pelos “ditos sóbrios”.
                             Debaixo de todas essas pseudo-irresponsabilidades da juventude,cada um de nós sempre carregou,dentro e fora de si,,um “velho” e responsável espírito pensante.
                             Era bom ser assim porque,na aparente alienação,éramos mais sérios do que sérios seriam os homens do poder se pudessem usufruir,como nós,dos bares,onde mal cabiam os desejos ocultos de todos nós –pretensos do amanhã, nascidos “há dez mil anos atrás”...
                             Era bom ser assim,porque,nas aparentes negativas,o espírito formado em criticidade,nos exigia,além do violão,além das noitadas e de todos os ares etílicos.
                             Dessa forma,o ensinado e o assimilado nos ajudava,no doloroso mistério de crescer.
                             Hoje,fico a me perguntar: quantas pessoas foram responsáveis por esse  “ espírito de ser” ?!!Fico pensando,ainda,quantas pessoas ausentes, eram levadas,por nós,às mesas daqueles bares!!!Quantos pedaços questionadores de nós,se faziam presentes?!!Porque,além de nossa sede,existiram,antes,as fontes que nos deram de beber...
                             Hoje,lembro,especificamente,de MARIA.Quem bebeu em suas fontes,vai entender porque escolho MARIA.A querida “DONA MARIA GOMES” que nos deixou,tão recentemente,nessa desagradável armadilha que me parou a respiração e me fez,em segundos,repassar a vida e compreender que,mais uma parte de minha estória,está indo embora.E,tudo isso,é de uma solidão tão grande,que,talvez,só os iniciados ou aqueles que se sentaram àquela época nos bares comigo,possam dimensionar.
                               Preciso,hoje,falar dessa MARIA,antes que o tempo passe e esconda o melhor dela: aquilo que ela foi em postura que ensinou.
                               MARIA não me disse o que era certo ou errado – MARIA me ajudou a aprender a discernir... E não é esse o papel do educador?!!!
                               A penúltima vez que estive com ela,lá,em Valença,cantamos,juntas,uma de suas composições.Vocês sabiam que ela também fazia música? - ...” Quando você vem que alegria,
                                                      A véspera já é felicidade.               
                                                      Quando você chega,meio à alegria,
                                                       Já começa a saudade.... “
                               A última vez,três dias antes dela nos deixar,apenas nos demos “adeus” – mãos abanadas e sorrisos cúmplices,tudo no ar...
                                Para quem não sabe,MARIA foi minha amiga e isso basta!!Foi,também,minha professora,orientadora,minha educadora!!Atravessou gerações (anos depois de mim,cuidou de meus sobrinhos), porque não se perdeu no tempo.Ao contrário,ganhou-se!MARIA ganhou-se!!Brigou,bravamente,frente a quatro pontes de safena.Não recuou.Atravessou as quatro,corajosamente...Mas,a morte a espreitava,à beira do riacho,sutil.Não houve jeito,ela se foi.Como diria o “Titi” (poeta, também de Valença), “morte é o limite do tempo do homem durar;tempo é o caminho da morte chegar.”
                                 MARIA,que os bons ventos a conduzam e que estes mesmos ventos,bons,alísios,com certeza,sempre a soprem nos quintais de nossos corações!!!
                                 Bom dia MARIA!!!!!

                                                   Jocely Aparecida Macedo da Rocha – Jô-

GUILHERME ANÍBAL MEU SOBRINHO FOTÓGRAFO

CAMPO DOS AFONSOS
palavra Fotografia vem dogrego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel") ou γραφη grafê, e significa "desenhar com luz econtraste"..
GUI
VISTA PANORÂMICA DO MORRO DOS MASCATES
CAMPO DOS AFONSOS

MADRINHA LUA

 FOTO DE RICARDO REIS-FOTÓGRAFO VALENCIANO DO JORNAL LOCAL
                                                           MADRINHA LUA
                                                                              (Letra e Música Rosinha de Valença)

Minha madrinha lua
Traz um amor pra mim
Bem depressinha agora ó madrinha
Traz um amor pra mim

Minha madrinha lua
Você também não namora
Anda assim como eu,ó madrinha
Ando sozinha agora...

Eu não mereço castigo,
Seja boazinha comigo
Traz depressinha agora,ó madrinha
Um amorzimmm pra mim.....

GRUPO DE SAMBA DE RAIZ "PELO TELEFONE" CARNAVAL DE 2011 - JARDIM DE CIMA -

APRESENTAÇÃO NO JARDIM DE CIMA
RAUL,MAGUILA,BEBETO,ANTONIO ROCHA,PAULINHO LIMA E JÔ
"SAMBA,AGONIZA MAS NÃO MORRE" Nélson Sargento

ANIVERSÁRIO DO MAESTRO

16 DE ABRIL: ANIVERSÁRIO DO MAESTRO ANTONIO ROCHA
QUE SANTA CECÍLIA TOQUE MUITA HARPA PRA VOCÊ!!!!! Sua Tia Jô SEMPRE!!!!

TAMBORES DE GUERRA II

“ TAMBORES DE GUERRA “
                                                                (Jocely A. Macedo da Rocha - Jô-)

Pega-nos, neste colo,cidade que ganhamos,
antes do parto de nossas mães.
Faz carinho em nossos olhos
e nos deixa deitar, primeiro, nas palhas dos berços dos índios Coroados,
onde tudo começou.

Teremos sonhos, mas precisamos não dormir,
para reencontrarmos, sempre, as entradas dessas saídas.
Precisamos dessa lucidez e desse orgulho,terra que nos viu nascer,
terra que nos viu crescer,
terra que nos vê envelhecer.

É para isso que te queremos,Valença,berço da cultura nossa, de flechas,
tambores,
tribos,
cocares e coroas.

Deixa ferver nosso sangue de antepassados
que, pegos a laço,um dia, habitaram esse chão, que hoje pisamos.
A hora é grande,é zero e os ponteiros, juntos,
anunciam,feito lanças,
que é chegado o momento de batermos os tambores e chamarmos, de volta, todas as nações primitivas, para a dança raivosa, ao redor da fogueira.

Deixa-nos delirar,fazer fumaça,pintar o corpo para a guerra e
e atacar,
de surpresa,
os podres poderes, que ainda teimam
em colonizar,
catequisar
e dizimar a nossa tribo.


OBS: ESTA POESIA  NÃO FOI CLASSIFICADA NO CONCURSO DE POESIAS DA CIA DO LIVRO 2010 CUJO TEMA FOI: "VALENÇA BERÇO DA CULTURA"