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domingo, 17 de abril de 2011

TAMBORES DE GUERRA II

“ TAMBORES DE GUERRA “
                                                                (Jocely A. Macedo da Rocha - Jô-)

Pega-nos, neste colo,cidade que ganhamos,
antes do parto de nossas mães.
Faz carinho em nossos olhos
e nos deixa deitar, primeiro, nas palhas dos berços dos índios Coroados,
onde tudo começou.

Teremos sonhos, mas precisamos não dormir,
para reencontrarmos, sempre, as entradas dessas saídas.
Precisamos dessa lucidez e desse orgulho,terra que nos viu nascer,
terra que nos viu crescer,
terra que nos vê envelhecer.

É para isso que te queremos,Valença,berço da cultura nossa, de flechas,
tambores,
tribos,
cocares e coroas.

Deixa ferver nosso sangue de antepassados
que, pegos a laço,um dia, habitaram esse chão, que hoje pisamos.
A hora é grande,é zero e os ponteiros, juntos,
anunciam,feito lanças,
que é chegado o momento de batermos os tambores e chamarmos, de volta, todas as nações primitivas, para a dança raivosa, ao redor da fogueira.

Deixa-nos delirar,fazer fumaça,pintar o corpo para a guerra e
e atacar,
de surpresa,
os podres poderes, que ainda teimam
em colonizar,
catequisar
e dizimar a nossa tribo.


OBS: ESTA POESIA  NÃO FOI CLASSIFICADA NO CONCURSO DE POESIAS DA CIA DO LIVRO 2010 CUJO TEMA FOI: "VALENÇA BERÇO DA CULTURA"

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