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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"SÓ ME TEM QUEM ME MERECE"

“SÓ ME TEM QUEM ME MERECE...COISAS DA VIDA” A década de 70 foi um momento de grande fertilidade musical para Rosinha de Valença.Além de inúmeros arranjos para músicas de outros artistas,nossa Rosa inicia uma série de composições suas,sendo que, a grande maioria delas, resultado de uma vivência anterior importante em nossa Valença. A saudade e o amor por sua cidade,muitas vezes, levaram Rosinha às cordas de seu violão ou ao piano de Caetano Veloso,(por um tempo guardado por ela, em sua casa, a pedido do cantor/compositor),onde, durante horas, “inventava” lindas canções e, não menos, lindos arranjos. Desses momentos de “banzo”, nostalgia e arte,nasceram canções como: “Usina de Prata”,”Os Grilos São Astros” e tantas outras, como “Madrinha Lua” que, felizmente, estão, cada dia mais, “na boca do povo”,sobretudo, dos valencianos. Agora mesmo,no final do mês de julho e início do mês de agosto,uma emissora de TV importante inseriu a “Madrinha Lua”,uma das belíssimas composições da violonista, em um especial baseado na obra de Giovanni Bocaccio,“Decameron” ou “Decamerão”, na versão aportuguesada.E foi voz geral de satisfação entre os valencianos, “ligados” nas boas coisas de sua terra,quando descobriram que a canção da compositora faria parte da trilha musical. Como é bom para nós, principalmente, fãs e amigos de Rosinha, vê-la “voltando” para o Brasil e para Valença!! É assim mesmo:vai-se o artista,fica sua obra. No dia 25 de julho,data próxima ao dia de seu nascimento,Rosinha,de fato, foi trazida de volta à nossa Valença.Através do evento “Benzedeiras Guardiãs”,a Secretaria de Cultura e Turismo realizou uma justa homenagem à Rosa e às “benzedeiras” (homens e mulheres de nossa região),através da música que ela compôs em 1992,com Martinho da Vila,música esta que levou o prêmio Sharp da Música Popular Brasileira.Na ocasião, Martinho recebeu também em nome dela,já acamada, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro,o troféu a que fez jus. Em 1982,quando foi homenageada em sua terra, com a inauguração do Teatro que leva seu nome,Rosinha formou um grupo de cantores e amigos valencianos para interpretar o Hino de Nossa Senhora da Glória,lindamente arranjado por ela, em seu escritório de composições. Através de uma releitura da composição de Luiz Seabra e Arnaldo Nunes, ,ela inventou uma forma diferente de homenagear sob esses cerros,vales e montes,a “nossa” Nossa Senhora.O Hino,que até então havia sido cantado e recantado apenas de forma sacra pelos católicos,através da atitude corajosa e da batuta do Maestro da Banda Progresso, Antonio Rocha,ganhou os ouvidos do povo.E foi assim, que,este ano, no dia 15 de agosto,na apresentação da Banda e do Coral XV de Agosto, após a Missa da Festa,o vigor da juventude dos meninos e meninas da Banda e as vozes maduras do Coral,trouxeram à luz a beleza do arranjo que Rosinha nos deixou. De verdade,agora,realmente,”Rosinha voltou para Valença”, disse a professora Regina Magalhães, entusiasmada com o que ouviu na Catedral. De verdade,realmente,”Só me tem quem me merece”,diria Rosinha, em mais uma de suas belas composições, de nome “Coisas da Vida”. De verdade,realmente,digo eu,é preciso que Valença esteja mais presente e atenta a seus artistas,para que os mereça. “Se alguém disser que o samba acabou,diga que se enganou,diga que se enganou”. “Se alguém disser que a Rosa murchou,diga que se enganou,diga que se enganou...”Ao contrário,ela, mais do que nunca, renascerá, sempre, em nossos jardins,de forma mais vigorosa, perfumada,bonita e sonora do que antes foi.Só depende de nós,de todos nós! Jocely Aparecida Macedo da Rocha- Jô -

SAUDADES DE PARAPEÚNA

VALENCIANOS ILUSTRES

VALENCIANOS ILUSTRES Dulcina de Moraes: uma das maiores atrizes do teatro brasileiro e fundadora da Fundação Brasileira de Teatro. Clementina de Jesus: cantora e um dos grandes nomes do samba. Sérgio Chapelin: um dos mais importantes jornalistas da Rede Globo. Edney Silvestre: jornalista e escritor brasileiro conhecido por ser correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. Rosinha de Valença: uma importante violonista e compositora da MPB. Solange Paiva Vieira: economista brasileira e ex-diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Michael Jackson: (Mariléia dos Santos), ex-jogadora da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Agnelo França: compositor, pianista, regente e professor de Villa-Lobos, Radamés Gnattali e outros dos mais importantes músicos brasileiros de todos os tempos. Zair Cançado: radialista brasileiro que ajudou na fundação da Rádio Nacional de Brasília e da TV Nacional e membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Imprensa Benevenuto dos Santos Neto: prefeito do município de Volta Redonda nos anos de 1982 e 1986. Elmano Cardim: jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras(ABL). Álvaro Rocha: interventor do Rio de Janeiro no ano de 1947. Azevedo Pimentel: importante jornalista e higienista brasileiro. Raul Fernandes: governador do Rio de Janeiro nos anos de 1922 e 1923 e Ministro das Relações Exteriores dos governos Dutra e Café Filho. Leoni Iório: historiador, poeta, jornalista, farmacêutico e professor. Autor do livro "Valença de Ontem e de Hoje" - 1953 Geraldo Jannuzzi :criou o primeiro programa de alfabetização a distância pela rádio AM no Brasil . Elisa Marina do Nascimento Machado – 1952 -1995 Socióloga,técnica em Educação à Distância,implantou inúmeros projetos de sua autoria no extinto MOBRAL onde foi Coordenadora Nacional,poetisa, compositora,parceira de Rosinha de Valença,autora do livro “Continuidade”. Antonio Rocha – 1981 - Flautista,Professor de Música no Rio de Janeiro na “Escola Portátil de Música”,ex-integrante da “Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem”,Maestro da “Sociedade Musical Progresso de Valença”,Compositor e o mais novo integrante do Grupo de Choro Brasileiro “ÉPOCA DE OURO” fundado por Jacob do Bandolim na década de 60,com o qual já representou Valença em vários Estados Brasileiros e em Tóquio,no Japão.

LIVRE JOGO

Quando eu escrevo não escolho as palavras.Cada palavra me escolhe e me diz:escreve-me,ajude-me a me expressar,a dizer alguma coisa com o meu sentido,ajude-me a ser poética,mordaz,fel e mel...ajude-me a me dizer e a me desdizer... Assim,torno-me apenas um receptáculo de ditos,não ditos e desditos...Permito-me inteira o subjugo das palavras que fazem comigo o que querem e o que não querem... Um jogo de interessantes interesses este que faz a palavra.E eu escrevo torto com a minha mão direita,escrevo o que está me sendo imposto pela,muitas vezes, interesseira palavra... Adeus palavra... Adeus impostora... Quero-me de volta nesse jogo da livre expressão
“TEMPLÁRIOS OU AGNÓSTICOS...... SÓ A MÚSICA NOS SALVA...” “Reencontrar, importa”, repetia um de nossos amigos.... A noite já corria alta, quando nos reencontramos.Na verdade, já estávamos assim meio que “p’ra lá de Marrakech” (da música de Caetano),o que tornou, a sempre genuína e forte emoção do encontro,bem mais sensível a todos os toques e palavras. Apesar de inacreditável,foi uma noite sem violão.Simplesmente, “a porta do barraco era sem trinco” e as questões “furando nosso zinco”,salpicaram de questões o nosso “chão”...E tudo fluiu,meio assim,de um jeito metafísico.Dessas noites especiais em que o Universo conspira. Noites de “quem sou eu”,noites de “templários” e “agnósticos”,noites das espiritualidades e concretudes da vida. Que coisa boa é a noite!!!E eu que estou menos p’ra templária e mais p’ra agnóstica,muitas vezes, sou confundida por essas conspirações do Universo, que transformam noites em noites especiais.As transcendências e as concretudes que,às vezes, surgem, juntas, em uma só noitada,surpreendem,assustam e ensinam.Eu que,até hoje,não deixei de viver nada nessa vida por temor do dia seguinte,sei que viver “templários e agnósticos”, em uma só madrugada de quinta-feira,bagunça com todos os nossos arraigados conceitos e pré-conceitos.Sei que corro riscos e isso é muito bom – pago o preço. Na verdade,a História,a Antropologia,a Ciência e a Religião e seus antagonismos e incongruências,sempre terminam nos devolvendo, a nós mesmos,ao humano que somos e à pequenes desse humano que somos.E isso resulta.Por isso,realmente, “reencontrar, importa”!Mas,aí vem a música e nos salva,nos lança a corda,a bóia,nos tira do abismo,nos alivia do peso implacável do imponderável,do fim e da morte que, “aparentemente”, traz o fim... Por tudo isso um final de noite tem que ter música - trégua para as angústias existenciais,conforto para os que não se encaixam, necessariamente, nas discussões metafísicas, mas que correm o perigo das “esquinas”,da convivência diária com a vida e com a morte.E,por tudo isso,talvez,a inacreditável noite sem violão (coisa rara entre nós),tenha cedido espaços às canções “à capela”,dando um tempo para as questões que “furaram nosso zinco” e atingiram, em cheio, nossos corações notívagos e etílicos. Penso nesta noite de dezesseis de maio de dois mil e um,há exatamente dez anos atrás,e sei,que,afinal das contas,enquanto muitos dormem,alguns sempre precisarão ficar acordados e com olhos abertos pela música,sejam templários,agnósticos ou simplesmente notívagos,para que se possa manter o “equilíbrio” do Planeta, contemplando as horas,reencontrando amigos,perseguindo a felicidade...E estes somos nós,filhos da música e da noite,companheiros eternos da madrugada,nós,que, de alguma forma ou de outra,também nascemos como Raul Seixas,”há dez mil anos atrás”...

MAIAKOVSKY

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. - Maiakovski, poeta Russo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GRUPO DE SAMBA DE RAIZ " PELO TELEPHONE "

O Grupo de Samba de Raiz de Valença/RJ "PELO TELEPHONE",foi criado no ano de 2009.É uma homenagem ao primeiro samba gravado no Brasil em 1916,de autoria de Donga e Mauro de Almeida.
É formado pelos seguintes músicos:

- Bebeto Cavaquinho (vocais e cavaquinho)

- Paulinho Lima (violão e voz)

- Maguila (surdo marcação)

- Raul Brinquinho (voz e percussão - pandeiro e tamborica)

- Jô (voz,banjo e percussão - tamborim,agogô e tamborica)

- Maestro Antonio Rocha (flauta)

A filosofia do Grupo é executar Sambas de Raiz homenageando os grandes compositores do gênero que são citados a cada música, durante todas as apresentações do Grupo.















APRESENTAÇÕES DO GRUPO:

- CARNAVAIS DE 2009,2010 e 2011

- RESTAURANTE BAT E PAPO (3 apresentações)
- PESQUEIRO DO VITINHO (2 apresentações)
- AABB/VALENÇA
- RESTAURANTE TENDA DOS SABORES

HISTÓRIA DO PRIMEIRO SAMBA GRAVADO NO BRASIL: "PELO TELEPHONE"

A música 'Pelo Telefone' entra para o RankBrasil pelo recorde de Primeiro samba gravado no país, segundo registros da Biblioteca Nacional.

A canção foi criada no Rio de Janeiro - RJ, no ano de 1916, pela dupla Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga e Mauro de Almeida.

'Pelo Telefone' marcou a saída do maxixe para o samba e o início das canções carnavalescas. A partir da popularização do festejo, o samba começou a se fixar como gênero musical.

A composição não ganhou notoriedade apenas por ser o primeiro samba do país. Pelas controvérsias sobre esta afirmação, tornou-se também uma das composições mais polêmicas do Brasil.

Praticamente tudo o que é relacionado ao samba é motivo de discussão: a autoria, ser o primeiro samba gravado, a letra. Tudo isto contribuiu para adicionar um certo charme à canção.

A estrutura da música é simples e fora de ordem. A introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, parecendo que a composição foi feita em partes, juntando melodias escolhidas ao acaso ou retiradas de cantos folclóricos.

A canção surgiu em uma roda de samba, da famosa Casa da Tia Ciata, frequentada por muitos músicos da época, entre eles, Donga, Mauro Almeida, João Baiana, Caninha, Sinhô e Pixinguinha. Por este motivo, muitos re

ivindicaram a autoria da composição.

Sua gravação original foi uma versão instrumental na Odeon, Casa Edison, no ano de 1916, pela Banda Odeon. Depois recebeu uma versão de baiano e coro, pela mesma gravadora.