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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

“TEMPLÁRIOS OU AGNÓSTICOS...... SÓ A MÚSICA NOS SALVA...” “Reencontrar, importa”, repetia um de nossos amigos.... A noite já corria alta, quando nos reencontramos.Na verdade, já estávamos assim meio que “p’ra lá de Marrakech” (da música de Caetano),o que tornou, a sempre genuína e forte emoção do encontro,bem mais sensível a todos os toques e palavras. Apesar de inacreditável,foi uma noite sem violão.Simplesmente, “a porta do barraco era sem trinco” e as questões “furando nosso zinco”,salpicaram de questões o nosso “chão”...E tudo fluiu,meio assim,de um jeito metafísico.Dessas noites especiais em que o Universo conspira. Noites de “quem sou eu”,noites de “templários” e “agnósticos”,noites das espiritualidades e concretudes da vida. Que coisa boa é a noite!!!E eu que estou menos p’ra templária e mais p’ra agnóstica,muitas vezes, sou confundida por essas conspirações do Universo, que transformam noites em noites especiais.As transcendências e as concretudes que,às vezes, surgem, juntas, em uma só noitada,surpreendem,assustam e ensinam.Eu que,até hoje,não deixei de viver nada nessa vida por temor do dia seguinte,sei que viver “templários e agnósticos”, em uma só madrugada de quinta-feira,bagunça com todos os nossos arraigados conceitos e pré-conceitos.Sei que corro riscos e isso é muito bom – pago o preço. Na verdade,a História,a Antropologia,a Ciência e a Religião e seus antagonismos e incongruências,sempre terminam nos devolvendo, a nós mesmos,ao humano que somos e à pequenes desse humano que somos.E isso resulta.Por isso,realmente, “reencontrar, importa”!Mas,aí vem a música e nos salva,nos lança a corda,a bóia,nos tira do abismo,nos alivia do peso implacável do imponderável,do fim e da morte que, “aparentemente”, traz o fim... Por tudo isso um final de noite tem que ter música - trégua para as angústias existenciais,conforto para os que não se encaixam, necessariamente, nas discussões metafísicas, mas que correm o perigo das “esquinas”,da convivência diária com a vida e com a morte.E,por tudo isso,talvez,a inacreditável noite sem violão (coisa rara entre nós),tenha cedido espaços às canções “à capela”,dando um tempo para as questões que “furaram nosso zinco” e atingiram, em cheio, nossos corações notívagos e etílicos. Penso nesta noite de dezesseis de maio de dois mil e um,há exatamente dez anos atrás,e sei,que,afinal das contas,enquanto muitos dormem,alguns sempre precisarão ficar acordados e com olhos abertos pela música,sejam templários,agnósticos ou simplesmente notívagos,para que se possa manter o “equilíbrio” do Planeta, contemplando as horas,reencontrando amigos,perseguindo a felicidade...E estes somos nós,filhos da música e da noite,companheiros eternos da madrugada,nós,que, de alguma forma ou de outra,também nascemos como Raul Seixas,”há dez mil anos atrás”...

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