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domingo, 17 de abril de 2011

POESIA DE ELISA MARINA/PINTURA DE PAULO GOMES


RESSACAS E REFLEXÕES


Quando eu escrevo não escolho as palavras.Cada palavra me escolhe e me diz:escreve-me,ajude-me a me expressar,a dizer alguma coisa com o meu sentido,ajude-me a ser poética,mordaz,fel e mel...ajude-me a me dizer e a me desdizer...
Assim,torno-me apenas um receptáculo de ditos,não ditos e desditos...Permito-me inteira o subjugo das palavras que fazem comigo o que querem e o que não querem...
Um jogo de interessantes interesses este que faz a palavra.E eu escrevo torto com a minha mão direita,escrevo o que está me sendo imposto pela,muitas vezes, interesseira palavra...
Adeus palavra...
Adeus impostora...
Quero-me de volta nesse jogo da livre expressão.

"O CELEIRO DAS ROCHAS"


"O CELEIRO DAS ROCHAS"


PROFESSORA MARIA GOMES - UMA AMIGA

TEXTO ESCRITO POR OCASIÃO DE SEU FALECIMENTO: 16/10/2006


                       Neste momento em que nós,valencianos,comemoramos os 150 anos de nossa cidade e,às vésperas da comemoração do dia dedicado aos mestres,volto meu olhar ao passado e às pessoas que,hoje,idosas ou já ausentes,participaram efetivamente do crescimento deste município.Entre elas está a professora MARIA GOMES RIBEIRO – mestra de tantos nós.E é à ela que faço,nesta edição,minha justa homenagem, reeditando um texto repleto de amor que escrevi há exatamente dez anos,no Rio de Janeiro,em 16 de outubro de 2006,dias após o seu prematuro falecimento.
                      À  bênção MARIA GOMES,guerreira armada com as armas da fé na educação de nossa juventude,inclusive aquela da qual fiz parte um dia.

                                      “ `A  MESTRA  COM CARINHO “

                             Nós costumávamos nos sentar nos bares,onde mal cabiam os desejos ocultos de cada um de nós.
                             Nós costumávamos nos entregar à noite,e à ela entregávamos os desejos escondidos de cada um de nós,amantes da madrugada...
                             Nos costumávamos ganhar as ruas,as praças,o céu e o “ilimite” de sermos jovens,quando,debaixo dos caracóis de nossos cabelos,já existiam cabeças pensantes e ávidas por novas mensagens.
                             Nós costumávamos estar abertos,receptivos,alegres,etílicos,mas envoltos numa seriedade difícil de entender pelos “ditos sóbrios”.
                             Debaixo de todas essas pseudo-irresponsabilidades da juventude,cada um de nós sempre carregou,dentro e fora de si,,um “velho” e responsável espírito pensante.
                             Era bom ser assim porque,na aparente alienação,éramos mais sérios do que sérios seriam os homens do poder se pudessem usufruir,como nós,dos bares,onde mal cabiam os desejos ocultos de todos nós –pretensos do amanhã, nascidos “há dez mil anos atrás”...
                             Era bom ser assim,porque,nas aparentes negativas,o espírito formado em criticidade,nos exigia,além do violão,além das noitadas e de todos os ares etílicos.
                             Dessa forma,o ensinado e o assimilado nos ajudava,no doloroso mistério de crescer.
                             Hoje,fico a me perguntar: quantas pessoas foram responsáveis por esse  “ espírito de ser” ?!!Fico pensando,ainda,quantas pessoas ausentes, eram levadas,por nós,às mesas daqueles bares!!!Quantos pedaços questionadores de nós,se faziam presentes?!!Porque,além de nossa sede,existiram,antes,as fontes que nos deram de beber...
                             Hoje,lembro,especificamente,de MARIA.Quem bebeu em suas fontes,vai entender porque escolho MARIA.A querida “DONA MARIA GOMES” que nos deixou,tão recentemente,nessa desagradável armadilha que me parou a respiração e me fez,em segundos,repassar a vida e compreender que,mais uma parte de minha estória,está indo embora.E,tudo isso,é de uma solidão tão grande,que,talvez,só os iniciados ou aqueles que se sentaram àquela época nos bares comigo,possam dimensionar.
                               Preciso,hoje,falar dessa MARIA,antes que o tempo passe e esconda o melhor dela: aquilo que ela foi em postura que ensinou.
                               MARIA não me disse o que era certo ou errado – MARIA me ajudou a aprender a discernir... E não é esse o papel do educador?!!!
                               A penúltima vez que estive com ela,lá,em Valença,cantamos,juntas,uma de suas composições.Vocês sabiam que ela também fazia música? - ...” Quando você vem que alegria,
                                                      A véspera já é felicidade.               
                                                      Quando você chega,meio à alegria,
                                                       Já começa a saudade.... “
                               A última vez,três dias antes dela nos deixar,apenas nos demos “adeus” – mãos abanadas e sorrisos cúmplices,tudo no ar...
                                Para quem não sabe,MARIA foi minha amiga e isso basta!!Foi,também,minha professora,orientadora,minha educadora!!Atravessou gerações (anos depois de mim,cuidou de meus sobrinhos), porque não se perdeu no tempo.Ao contrário,ganhou-se!MARIA ganhou-se!!Brigou,bravamente,frente a quatro pontes de safena.Não recuou.Atravessou as quatro,corajosamente...Mas,a morte a espreitava,à beira do riacho,sutil.Não houve jeito,ela se foi.Como diria o “Titi” (poeta, também de Valença), “morte é o limite do tempo do homem durar;tempo é o caminho da morte chegar.”
                                 MARIA,que os bons ventos a conduzam e que estes mesmos ventos,bons,alísios,com certeza,sempre a soprem nos quintais de nossos corações!!!
                                 Bom dia MARIA!!!!!

                                                   Jocely Aparecida Macedo da Rocha – Jô-

GUILHERME ANÍBAL MEU SOBRINHO FOTÓGRAFO

CAMPO DOS AFONSOS
palavra Fotografia vem dogrego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel") ou γραφη grafê, e significa "desenhar com luz econtraste"..
GUI
VISTA PANORÂMICA DO MORRO DOS MASCATES
CAMPO DOS AFONSOS

MADRINHA LUA

 FOTO DE RICARDO REIS-FOTÓGRAFO VALENCIANO DO JORNAL LOCAL
                                                           MADRINHA LUA
                                                                              (Letra e Música Rosinha de Valença)

Minha madrinha lua
Traz um amor pra mim
Bem depressinha agora ó madrinha
Traz um amor pra mim

Minha madrinha lua
Você também não namora
Anda assim como eu,ó madrinha
Ando sozinha agora...

Eu não mereço castigo,
Seja boazinha comigo
Traz depressinha agora,ó madrinha
Um amorzimmm pra mim.....

GRUPO DE SAMBA DE RAIZ "PELO TELEFONE" CARNAVAL DE 2011 - JARDIM DE CIMA -

APRESENTAÇÃO NO JARDIM DE CIMA
RAUL,MAGUILA,BEBETO,ANTONIO ROCHA,PAULINHO LIMA E JÔ
"SAMBA,AGONIZA MAS NÃO MORRE" Nélson Sargento

ANIVERSÁRIO DO MAESTRO

16 DE ABRIL: ANIVERSÁRIO DO MAESTRO ANTONIO ROCHA
QUE SANTA CECÍLIA TOQUE MUITA HARPA PRA VOCÊ!!!!! Sua Tia Jô SEMPRE!!!!

TAMBORES DE GUERRA II

“ TAMBORES DE GUERRA “
                                                                (Jocely A. Macedo da Rocha - Jô-)

Pega-nos, neste colo,cidade que ganhamos,
antes do parto de nossas mães.
Faz carinho em nossos olhos
e nos deixa deitar, primeiro, nas palhas dos berços dos índios Coroados,
onde tudo começou.

Teremos sonhos, mas precisamos não dormir,
para reencontrarmos, sempre, as entradas dessas saídas.
Precisamos dessa lucidez e desse orgulho,terra que nos viu nascer,
terra que nos viu crescer,
terra que nos vê envelhecer.

É para isso que te queremos,Valença,berço da cultura nossa, de flechas,
tambores,
tribos,
cocares e coroas.

Deixa ferver nosso sangue de antepassados
que, pegos a laço,um dia, habitaram esse chão, que hoje pisamos.
A hora é grande,é zero e os ponteiros, juntos,
anunciam,feito lanças,
que é chegado o momento de batermos os tambores e chamarmos, de volta, todas as nações primitivas, para a dança raivosa, ao redor da fogueira.

Deixa-nos delirar,fazer fumaça,pintar o corpo para a guerra e
e atacar,
de surpresa,
os podres poderes, que ainda teimam
em colonizar,
catequisar
e dizimar a nossa tribo.


OBS: ESTA POESIA  NÃO FOI CLASSIFICADA NO CONCURSO DE POESIAS DA CIA DO LIVRO 2010 CUJO TEMA FOI: "VALENÇA BERÇO DA CULTURA"

PROJETO VALE DOS TAMBORES

> Projeto Vale dos Tambores - Arte, Cultura e História de Valença entram na escola e promovem revolução no ensino Fundamental
> A obra de Rosinha de Valença, Clementina de Jesus, Dulcina de Moraes, Agnello França, entre outros expoentes valencianos é resgatada e inserida como importante instrumento de ensino.  A Prefeitura Municipal de Valença, através da Secretaria de Educação e o Colégio João Batista Gomes do distrito de Santa Isabel, convida para a apresentação do “Projeto Vale dos Tambores Na Região do Ciclo do Café”, no próximo dia 28 (quinta), no Salão Paroquial daquele distrito, a partir das 17 horas.
> O objetivo do Projeto é alcançar uma educação de qualidade focando no fortalecimento da autoestima das crianças, a partir do conhecimento de espaço onde vivem. Como resultado, a formação de cidadãos mais conscientes e estruturados, para que passem a atuar como agentes modificadores da realidade de seu bairro, de sua comunidade, de seu Município.
> O Projeto promove uma revolução no Ensino Fundamental inserindo no contexto da escola o resgate das raízes da cultura e das artes do Município, bem como de sua rica história, que envolve a civilização indígena, o ciclo do café e a industrialização. Além de trazer para dentro dos muros escolares a vida e a obra de Rosinha de Valença, Clementina de Jesus, Dulcina de Moraes, maestro Agnello França, entre outros gênios que levaram o nome de Valença além de suas fronteiras territoriais.
> Segundo a Secretária de Educação e autora do Projeto, Dilma Dantas, a base do projeto é a educação integral, no sentido de potencializar competências através de um viver comunitário. - Existe um provérbio africano que diz ser preciso toda uma aldeia para se educar uma criança. Mude-se a “aldeia” por “comunidade” e começaremos a perceber o quanto é importante contar com ela na educação de nossas crianças Aprende-se na comunidade e só na comunidade se pode educar. Explica a Secretária.
> Ela acrescenta ainda que, na sociedade do conhecimento é preciso que esse conhecimento tenha significado para a criança. Para tanto, entram em cena novos profissionais, como agente cultural, agente ambiental, instrutor de turismo e patrimônio, instrutor de informática, professor para reforço escolar, entre outros, que utilizarão a escola como cenário para uma educação integral e mais antenada com a comunidade.  Explica a Secretária.
> Além da equipe pedagógica da Secretaria, o Projeto conta também com a coordenação da professora, pedagoga e arte educadora Sônia Maria Reis, do Rio de Janeiro, que estará semanalmente em Valença para promover a qualificação desses profissionais. Esse projetotambém integra o programa de formação continuada dos  professores da Rede, , uma das prioridades da atual administração.
> Para professora Sônia Reis, educar é conseguir que a criança ultrapasse as fronteiras, que tantas vezes lhe foram traçadas como destino pelo nascimento, pela família ou pela sociedade. E, nesse sentido, é na sala de aula que o mundo deve se expandir.
> - A educação só acontece no coletivo social. As crianças precisam conhecer o espaço onde vivem. A cultura local, modo de vida, arquitetura e etc. Hoje a realidade da escola nos obriga a ir além da escola. Comunicar-se com o público tornou-se uma necessidade.
>  > Assessoria de Comunicacação > (24) 24525075

HOMENAGEM A ROSINHA DE VALENÇA

DIA 13 RELEMBRAMOS O DIA EM QUE ADOECEU,EM 1992,A NOSSA ROSINHA DE VALENÇA.
ANTONIO ROCHA E EU TOCAMOS "USINA DE PRATA" NA CÂMARA DOS VEREADORES, EM COMPLEMENTAÇÃO AO LOUVÁVEL PROJETO DO VEREADOR DE SANTA ISABEL, BEBETO, QUE PROPÔE A CONSTRUÇÃO DE UM TÚMULO PARA NOSSA CONTERRÂNEA, NO CEMITÉRIO DO RIACHUELO.
O LANÇAMENTO DO PROJETO NO DI
A 13 DE ABRIL,NÃO FOI PROPOSITAL MAS PURAMENTE COMPIRAÇÃO DO UNIVERSO,COINCIDÊNCIAS QUE NÃO EXISTEM.
E, AGORA, "NOSSOS MENINOS" MÚSICOS PENSAM EM UM GRANDE SHOW PARA HOMENAGEAR ROSINHA.
ESTAMOS TAMBÉM APLAUDINDO E JUNTOS NESSA,COM CERTEZA!!!!! 

"E VIVA A ROSA"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!