quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VINÍCIUS DE MORAES - * 19 DE OUTUBRO DE 1913 -

HOMENAGEM AO NOSSO POETINHA VINÍCIUS DE MORAES NASCIDO EM  19 DE OUTUBRO DE 1913


Minha Mãe
                            VINÍCIUS DE MORAES

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.                        
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora.  Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.

Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe. 
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

LIBRAS: MÃOS FALAM,MÃOS ESCUTAM - HOMENAGEM À PEDAGOGA ESPECIALIZADA EM LIBRAS, PROFESSORA ADRIANA GLÓRIA DE SANT'ANNA DA ROCHA

                                    Mãos falam,mãos escutam...


                                                   LIBRAS: Linguagem Brasileira de Sinais.



                        INCLUSÃO/FOTO: Pedagoga Adrianna Glória de Sant'Anna da Rocha especializada em Libras,com o aluno Jonas.

                       Reunião com intérpretes de Libras em 12/09/2007



Mãos

Ivan Lins

Composição: Ivan Lins / Vitor Martins
Louvada e livres sejam as mãos
Lutai, lutai por nós
Benditas e santas sejam as mãos
Cuidai, cuidai de nós
Mãos que apuram os fatos
Mãos que amparam o parto
Mãos amorosas unindo os casais
Mãos que têm alma nos dedos
Mãos que desvendam segredos
Mãos generosas com plantas e animais
Louvada e livres sejam as mãos
Lutai, lutai por nós
Benditas e santas sejam as mãos
Cuidai, cuidai de nós
Mãos de todas as raças
Mãos levantadas nas praças
Mãos que aprenderam a falar por sinais
Mãos carregadas de afeto
Mãos que estão sempre por perto
Mãos que se elevam aos céus por seus ais

domingo, 17 de outubro de 2010

"COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ FONSECA - 60 ANOS DE ENSINO EM VALENÇA

                         
                                     Construído em uma área pertencente ao cidadão Miguel Pedro e adquirida pelo Estado em 30/12/1946,o "Colégio Estadual José Fonseca",em Valença/RJ, foi concluído em 1950, passando a funcionar em 1951,com a denominação de "Grupo Escolar Saldanha Marinho". A partir de 1953,em homenagem ao benemérito valenciano Comendador José de Siqueira Silva da Fonseca,recebeu o nome de "Grupo Escolar José Fonseca",tendo como primeira diretora a professora Emérita da Silva Souza Gomes,conhecida como "Dona Santinha".
                                       Em 16/07/76 recebeu o nome de "Escola Estadual José Fonseca" e,em 27/09/94,em virtude da implementação do segundo grau,recebe o nome de "Colégio".
                                       Suas instalações serviram,durante cinco anos (de 1952 a 1957),como contribuição para o funcionamento no período noturno, do "Colégio Theodorico Fonseca", atualmente instalado na Praça Visconde do Rio Preto-" jardim de cima " e,durante um ano (por volta de 1953), para o funcionamento da "Escola Normal Sagrado Coração de Jesus" quando,a casa,se encontrava em obras.
                                        Como ex-aluna  deste Educandário,quero registrar aqui,minha gratidão por ter tido a possibilidade de receber,através de minhas queridas professoras Maria Stella Leite Pinto,Maria Helena Carvalho,Dilnéia Figueira e Joacy Soares de Moraes um ensino de qualidade indiscutível,base para toda a formação que vim a receber no futuro.´
                                         Alfabetizados aos cinco anos, por nossa querida e já falecida mãe,a professora Jurema Macedo da Rocha,a quem devemos toda a sustentação emocional e de aprendizagem básica,meu irmão e eu,   ingressamos,aos 7 anos, já na 2a série do "curso primário", do ainda denominado "Grupo Escolar José Fonseca", o que muito nos orgulha.
                                         Ainda, como ex-professora deste Educandário,onde,durante dois anos,na década de 70, lecionei a cadeira de Artes/Música  para alunos da sexta e da sétima séries, guardo excelentes lembranças para sempre marcadas em minha memória, em especial da Diretora do colégio na ocasião,a professora Consuelo Lago de Vasconcellos e da colega e minha ex-professora na "Escola Normal Sagrado Coração de Jesus" ,Lia Coutinho.A elas minha homenagem e gratidão, para sempre.
                                         Registro, também,que,na mesma ocasião,em parceria com a professora Lia Coutinho que escreveu a letra,tive a alegria de compor o "Hino da Escola",uma homenagem ao nosso querido e amado Colégio,hino este,ensinado,até hoje,às novas gerações de alunos que por alí passaram ou por ali ainda estão.
                                         Ao longo desses 60 anos de existência,esta Escola foi dirigida por professoras conceituadas,a saber:
                                     Profa Emérita da Silva Gomes
                                     Profa Ruth Leite Pinto Garcia
                                     Profa Maria Stella Leite Pinto
                                     Profa Consuelo Lago de Vasconcellos
                                     Profa Lindsey Chagas Fernandez
                                     Profa Tereza Gianotti Tófano
                                     Profa Terezinha Figueira Monte
                                     Profa Ana Maria de Souza
                                     Profa Isabel Rejane Truda Coutinho da Silva
                                     Profa Claudia Marieta de Almeida
                                     Profa Cláudia Gomes Figueira




                                    Compartilhamos das comemorações dos 60 anos desta Unidade Escolar que, cumprindo seu papel transformador, tem sido,ao longo do tempo,através do seu corpo docente,fonte de aquisição de conhecimento e cultura para a criança e juventude valenciana.

                                  "JOSÉ FONSECA É UMA ESCOLA ONDE SE ENSINA P'RA VALER"
                                                                                               ( Profa Lia Coutinho)   

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FOI A NOITE / CONDENADOS ===== FATIMA GUEDES e MARCO PEREIRA

OUTRA LEITURA OBRIGATÓRIA:"WALESKA - FOI À NOITE"

                            "A Rainha da Fossa",apelido que ganhou do poeta Vinicius de Moraes," Walesca que,agora, lança seu livro: "Foi À Noite",é uma das maiores cantoras do Brasil.
                              Sem ela, a noite carioca e a melhor boemia não teriam sido as mesmas.
                              O livro é uma viagem a um Rio de Janeiro,em especial a Copacabana,onde fossa,  whisky e boa música bastavam para se viver as melhores noites.
                              RECOMENDAMOS.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

TAMBORES DE GUERRA

ÍNDIOS COROADOS

                               Olho pela sacada da varanda superior da casa...silêncio da noite...casas com poucas luzes acesas.Valença adormece.Parece sono de bebê,com hora certa...Pra mim, essa é a hora do sono de beber...e ter sonhos etílicos.Mas, estou sóbria e, sobriedades à parte,a madugada vem abrindo suas portas, sem pedir licença.
                                É a hora de ler Clarice...como foi,um dia,a hora de Clarice ler com mais clarividência, a angústia que dá ver as luzes se apagando...Nisso, consiste a grandeza da noite na cidade pequena,ela mesma,inteira,um abajur com fraca luz de lamparinas,feito, mesmo, moradia na roça...
                                Saudades de minha Copacabana,luz acesa toda a madrugada...Notívaga e urbana, mantenho minha caixa de lembranças fechada.Preciso dessa saudade boêmia de ver as coisas,de "ressentí-las" dentro de mim.
                                O Rio de Janeiro continua lindo, mas Chacrinha não continua balançando a pança...E a minha Valença, abandonada feito um barco à deriva,balança a sua magra pança, pra lá e pra cá,guerreira,lutando pra não afundar ou morrer a fome do abandono.
                                Preciso não dormir,não fechar os olhos.Preciso dessa angústia pra manter a chama da lamparina, que pode ajudar a encontrar a saída, numa rua sem saída.
                                A hora é grande,é zero e os ponteiros, juntos, anunciam, feito flechas, que é chegada a hora de bater os tambores e chamar todas as tribos dessa cidade dos Coroados, para a dança raivosa, ao redor da fogueira...
                                 Deixo ferver meu sangue de bisavó antepassada, que foi pega a laço e habitou esse mesmo lugar que hoje piso...É quase que uma incorporação,um êxtase,um delírio...Faço fumaça,pinto o corpo para a guerra e aguardo,com olhos abertos, a hora certa do ataque surpresa aos podres poderes, que ainda teimam em colonizar,catequisar e dizimar a minha tribo...
                                                                                       Noite de Primavera,15/10/2010 - Jô.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mercedes Sosa - Gracias a La Vida



NOSSA HOMENAGEM AO 33 MINEIROS DO CHILE E À EQUIPE QUE OS RESGATOU.
                   
GRACIAS A LA VIDA!!!!!!


Graça

Gracias A La Vida

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida, gracias a la vida
s À Vida

Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando

Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto

Graças à vida, graças à vida